Copa de 2014


Sem reciclagem, lixo da Copa de 2014 irá parar em aterros sanitários nas 12 cidades-sede



Apenas 30% do entulho gerado pela demolição do antigo estádio do Castelão (CE) foi reciclada

Nem os tratores e guindastes que roncam nas obras da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações de 2013 conseguem abafar uma verdade ambiental assustadora: apenas Curitiba (PR) demonstra ter capacidade para cuidar da montanha de lixo que os eventos vão produzir nas sedes escolhidas para os jogos. A capital paranaense recicla, hoje, 23% de sua coleta diária, o que é visto por técnicos ingleses, que monitoram o processo de sustentabilidade das obras, como uma verdadeira façanha.

São essas as conclusões de uma equipe técnica da Inglaterra que, após trabalhar nas Olimpíadas de Londres, está em Fortaleza (CE) para discutir o impacto ambiental da Copa de 2014.

Durante a Copa da África do Sul, 2010, a reciclagem foi feita com duas lixeiras gigantes instaladas nos estádios, uma para resíduos orgânicos e outra para recicláveis. Durante um monitoramento, percebeu-se que os resíduos das duas lixeiras eram misturados em aterros sanitários, porque não existia, no país, um sistema de reaproveitamento de resíduo plástico, papel ou metal.

A 18 meses da Copa do Mundo e a sete meses da Copa das Confederações, a situação é crítica em 11 das 12 sedes: ninguém sabe quantas toneladas de lixo as cidades terão de recolher, como vão reciclar ou esconder em aterros sanitários.

Fonte: uol.com.br

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